Sefer Mattityahu (Evangelho segundo Mateus)
O Sefer Mattityahu foi escrito por Mateus (Mattityahu HaLevi), dirigido principalmente aos perushim (fariseus) em nível drash — isto é, interpretação expositiva e argumentativa baseada na Torá, nos Nevi'im e nos Ketuvim, utilizando métodos midráshicos conhecidos no mundo farisaico. O objetivo é demonstrar que Yeshua é o Mashiach prometido no Tanakh, sem abolir a Torá, mas revelando sua plenitude interpretativa.
🟦 Introdução Histórica e Contextual
Autor: Mattityahu HaLevi (Mateus o Levi), um dos Doze (Ma’asei HaShlichim 1.13).
Data: Aproximadamente 3825–3835 EC (65–75 d.C.), antes da destruição do Segundo Templo no ano 70 D.c.
Local de Escrita: Eretz Yisrael (terra de Israel) ou região da Síria.
Destino: Fariseus e judeus estudiosos da Torá, em nível drash.
Problema Enfrentado: Dúvida sobre a legitimidade messiânica de Yeshua segundo critérios haláchicos e proféticos.
Solução: Argumentação midráshica demonstrando cumprimento profético, autoridade interpretativa e fidelidade à Torá.
📖 Capítulo 1 – Genealogia, Realeza e Nascimento
“Livro da genealogia de Yeshua HaMashiach, filho de David, filho de Avraham” (1.1)
1.1. Genealogia como prova régia
A linhagem é requisito haláchico. A tribo é transmitida pelo pai (Bamidbar 1.18).
Se o Mashiach deve ser rei, deve ser da casa de David (Shmuel Bet 7.12–16).
O Talmud (Sanhedrin 98b) confirma que o Mashiach procede de David.
Se fosse apenas D-us, não teria tribo, nem yichus. A genealogia demonstra humanidade real e legitimidade régia.
1.2. Jeconias e a maldição revertida
Yirmeyahu 22.30 declara juízo sobre Jeconias.
Entretanto, em Chagai 2.22–23, Zorobavel (descendente de Jeconias) é chamado “anel de selar”.
Midrash Pesikta Rabbati ensina que arrependimento remove decretos severos.
A presença de Shealtiel na linhagem indica restauração dinástica.
1.3. “Deixá-la secretamente” – Divórcio
Yosef, sendo justo, pretendia divorciar-se discretamente.
Segundo Devarim 24.1, o divórcio exige procedimento formal.
O texto mostra fidelidade à halakhá, não impulso emocional.
1.4 O Malach (Anjo/mensageiro)
O anjo é identificado pela tradição como Gavri’el, mensageiro das revelações messiânicas (Daniel 9).
1.5. O Nome “Yeshua” (em português Jesus)
“Yeshua” deriva de ישׁע Yoshia (salvação).
Tehillim 130.8: “Ele redimirá Israel.”
1.6. “Emanuel” – עִמָּנוּ אֵל
Citação de Yeshayahu 7.14.
O termo original é עַלְמָה (almah), jovem em idade núbil, não necessariamente בְּתוּלָה (betulah).
No nível drash, “Emanuel” expressa que D-us está agindo em favor de Israel, não que o Mashiach seja o próprio D-us.
📖 Capítulo 2 – Belém, Sábios e Êxodo
2.1. Nascimento em Beit Lechem
Miqueias 5.2 estabelece o local messiânico.
2.2. Os “magos”
A palavra grega Magoi dependendo do contexto pode ser magos ou sábios, mas eles claramente eram sábios, estudiosos da torah e procuravam o Rei Mashiach (Messias).
Não eram feiticeiros, mas sábios do oriente, estudiosos da astronomia.
Vieram prestar reverência real, não adoração divina.
Presentes: ouro (realeza), incenso (serviço), mirra (sofrimento).
2.3. Matança dos inocentes
Yirmeyahu 31.15 fala do choro de Rachel.
Midrash Eichah Rabbah associa Rachel à intercessão pelos filhos exilados.
E Mateus faz o Drash com Yirmeyahu justamente estando ligado aos exilados de Roma.
2.4. Egito
Hoshea 11.1. Ibn Ezra explica que a proibição da Torá refere-se a adotar práticas egípcias, não a viajar para lá.
Grandes sábios viveram no Egito para obter o conhecimento.
2.5. Nazaré – Netzer
Yeshayahu 11.1: “Netzer” (renovo).
“Nazareno” ecoa o conceito de renovo davídico.
📖 Capítulo 3 – Teshuváh e Mikváh
Yochanan HaMatbil convoca ao arrependimento. Mas Tevilot não vieram de uma invenção ou revelação de Yochanan (João), ela já existia na Torá, mas ele queria na verdade batizar para ser revelado o Messias.
Mishná Yoma 8.9: sem teshuváh não há expiação.
A voz no céu ainda ecoa falando esse é meu filho amado, logo, Yeshua não era somente filho de Yosef, era filho de Deus, assim como nos deu o direito de sermos chamados filhos de Deus. O batismo é símbolo de purificação, não substituto da Torá.
📖 Capítulo 4 – Provação Messiânica
Após a imersão, Yeshua é conduzido ao deserto por quarenta dias. O número quarenta remete aos quarenta anos de Israel no deserto (Bamidbar 14.33–34). O cenário não é aleatório: é um teste representativo.
4.1. Citações diretas de Devarim 6–8
Cada resposta de Yeshua vem da Torá:
• Devarim 8.3 – “Não só de pão viverá o homem.”
• Devarim 6.16 – “Não tentarás o Eterno.”
• Devarim 6.13 – “Ao Eterno teu D-us temerás, a Ele servirás.”
Ele não responde com filosofia, mas com Torá escrita. Isso demonstra submissão total à revelação sinaítica.
4.2. O Mashiach como representante de Israel
Assim como Israel foi provado no deserto, o Mashiach revive essa experiência.
O Midrash Devarim Rabbah ensina que o líder de Israel carrega em si a experiência coletiva da nação. O teste do Mashiach ecoa o teste nacional.
Onde Israel falhou (murmuração, idolatria, prova de Massá), o representante fiel permanece obediente.
4.3. Exclusividade da adoração
Quando lhe é oferecido domínio em troca de prostração, Yeshua responde citando Devarim 6.13: “Ao Eterno teu D-us adorarás, e somente a Ele servirás.”
Aqui está um ponto central para os perushim:
Yeshua afirma explicitamente que somente D-us deve ser adorado. Ele não aceita culto para si, nem divide a adoração com outro ser. Isso é de uma teologia pagã posterior, que chamam de Cristã, mas os cristãos da bíblia eram discípulos dos apóstolos de Yeshua e praticantes da torah, não era como os cristãos atuais que falam até o que Yeshua não mandou fazer ou nunca ninguém ouviu a frase em um culto cristão, vamos adorar a Jesus? pois, Yeshua nunca disse isso e nem ensinou, mas teólogos idolatras o fizeram e pastores seguem até hoje.
Essa declaração preserva o Shemá (Devarim 6.4) e reafirma o princípio fundamental da unicidade absoluta de D-us.
4.4. Nível Drash
No nível drash, o texto demonstra:
• Fidelidade absoluta à Torá
• Rejeição de qualquer forma de idolatria
• Confirmação de que o Mashiach é servo obediente, não objeto de culto
📖 Capítulos 5–7 – A Torá Interiorizada (Mussar, Halakhá e Siyag)
O chamado “Sermão do Monte” é estruturado como drash farisaico. Não é ruptura com a Torá, mas intensificação ética (mussar) e construção de siyag laTorá (cercas protetoras).
📖 Capítulo 5 – Autoridade e Cumprimento
5.1. “Não vim abolir” (5.17)
Yeshua declara que não veio anular a Torá ou os Nevi’im. A expressão “cumprir” deve ser entendida como leqayem — confirmar, estabelecer corretamente.
A Mishná (Avot 1.1) fala de “fazer uma cerca para a Torá” (עֲשׂוּ סְיָג לַתּוֹרָה).
Yeshua age exatamente nesse princípio: ele amplia a proteção da Torá.
5.2. Mussar das Bem-aventuranças (5.1–12)
As bem-aventuranças refletem Tehillim 1 e Yeshayahu 61.
Elas tratam de:
• Humildade
• Pureza de coração
• Misericórdia
• Busca pela justiça
Isso é literatura clássica de mussar (ética formativa da alma).
O Talmud (Makkot 24a) ensina que os profetas resumiram a Torá em princípios éticos essenciais.
Yeshua faz o mesmo movimento pedagógico.
5.3. Ira e Assassinato (5.21–26)
Torá: “Não matarás” (Shemot 20.13).
Yeshua cria uma cerca: a raiz do assassinato é a ira descontrolada e o desprezo verbal.
Talmud (Nedarim 22b): “Aquele que se ira é como se praticasse idolatria.”
Rav Shaul em Efésios 4.26 Fala Irai-vos e não pequeis ou seja pode ficar indignado justamente, mas não pode deixar de controlar a ira.
Aqui há halakhá preventiva: combater a semente do pecado antes do ato.
5.4. Adultério e Pensamento (5.27–30)
Torá: “Não adulterarás” (Shemot 20.14).
Yeshua amplia para o nível da intenção.
Talmud (Berakhot 12b) afirma que o pecado começa no pensamento.
Isso é mussar profundo: purificação da imaginação.
5.5 📖 Mateus 5.31–32 – “Repudiar” e a Questão da Carta
É importante precisão textual. O texto grego não usa primeiro a palavra “divórcio” como conceito abstrato, mas o verbo ἀπολύω (apolyō) — “libertar”, “mandar embora”, “repudiar”. Ou seja, o foco inicial não é o ato jurídico formal, mas a prática de dispensar a esposa. O versículo 31 diz:
“Quem quiser repudiar (ἀπολύσῃ) sua esposa, dê-lhe carta de divórcio.”
Aqui há referência direta a Devarim 24.1, onde aparece o termo hebraico:
וְכָתַב לָהּ סֵפֶר כְּרִיתֻת
(vekatav lah sefer keritut) — “e lhe escreverá um documento de corte”.
Portanto:
• A Torá exige formalidade jurídica.
• Não se pode simplesmente “mandar embora”.
• É necessário um documento legal (get).
📌 O que Yeshua está corrigindo?
Yeshua não anula Devarim 24.1. Ele corrige o uso permissivo indevido da prática de repudiar.
Ele declara:
“Qualquer que repudiar sua esposa, exceto por imoralidade sexual (πορνεία), faz com que ela se torne adúltera; e quem se casar com a repudiada comete adultério.”
O problema não é a existência do get.
O problema é o repúdio irresponsável, que expõe a mulher à vulnerabilidade social.
📜 Contexto Farisaico
No período do Segundo Templo havia debate entre:
• Beit Shammai – restringia a separação a casos graves.
• Beit Hillel – interpretação mais ampla (Gittin 90a).
Yeshua aproxima-se da linha mais restritiva, reforçando a gravidade do rompimento.
Isso é coerente com Avot 1.1: fazer uma cerca (siyag) para proteger a Torá.
5.6📌 Halakhá e Mussar
Halakhá
Ele mantém Devarim 24.1 como base legal.
Não elimina o get.
Mas impede o uso leviano da dispensa.
Mussar
O ensino desloca o foco para:
• Responsabilidade masculina
• Proteção da dignidade feminina
• Santidade do vínculo conjugal
O Talmud (Sanhedrin 22a) afirma que quando um homem se divorcia da primeira esposa, até o altar derrama lágrimas — mostrando a gravidade espiritual do ato.
📌 O termo “porneia”
No contexto judaico, corresponde a זְנוּת (zenut) — imoralidade sexual ilícita segundo Vayikra 18.
Não é “qualquer desentendimento”, mas violação real da aliança.
Yeshua não cria uma nova lei matrimonial.
Ele protege a Torá contra abuso interpretativo.
5.7. Juramentos (5.33–37)
Torá: não jurar falsamente (Vayikra 19.12). Yeshua ensina que a palavra deve ser verdadeira sem necessidade de juramento. Talmud (Shevuot 39a) ensina a gravidade do juramento leviano. A cerca aqui é reduzir o uso do juramento.
📖 Capítulo 6 – Pureza da Intenção (Kavanáh)
O Foco central do ensino nesse capítulo. Agir para D-us, não para aparência.
6.1. Tzedakáh
Dar esmola em secreto. Talmud (Bava Batra 9b): a tzedakáh feita discretamente é superior.
6.2. Tefilah (oração espontânea ou rezas)
A oração do Pai Nosso segue estrutura judaica semelhante à Amidá:
• Santificação do Nome
• Vinda do Reino
• Sustento diário
• Perdão
Berakhot 29b fala da oração concisa e com kavanah (intenção). Não é nova liturgia, mas forma pedagógica resumida.
6.3. Jejum
Yeshua critica o jejum ostentoso. Não o jejum em si.
Taanit 16a ensina que o essencial do jejum é o arrependimento.
6.4. Tesouros e Confiança
Tema de bitachon (confiança em D-us).
Pirkei Avot 3.7: quem aceita o jugo da Torá é libertado do jugo das preocupações.
📖 Capítulo 7 – Discernimento e Prática
7.1. Julgamento
“Não julgueis” deve ser lido como proibição de julgamento hipócrita. Sanhedrin 7b enfatiza justiça imparcial.
7.2. Regra de Ouro
“Tudo o que quereis que vos façam…”
Shabat 31a: Hillel ensina princípio semelhante. Yeshua afirma: “Esta é a Torá e os Profetas.” Ele não substitui a Torá — ele a resume pedagogicamente.
7.3. Falsos Mestres
Critério: frutos. Devarim 13 estabelece teste para falsos profetas.
7.4. Casa sobre a Rocha
Obedecer à Torá é fundamento sólido. Tehilim 1 compara o justo à árvore firme.
📖 Capítulos 8–9 – Sinais Messiânicos e Autoridade Haláchica
Após estabelecer sua fidelidade à Torá (caps. 5–7), Yeshua demonstra sinais que, no judaísmo do Segundo Templo, eram associados à era messiânica e ao Messias.
8.1. Cura do leproso (8.1–4)
A lepra (tzara’at) é regulada em Vayikra 13–14.
Yeshua ordena que o homem se apresente ao sacerdote — isso mostra submissão à halakhá sacerdotal. Ele não substitui o sistema do Templo. Ele o confirma.
Midrash Vayikra Rabbah ensina que a cura da tzaraat está ligada à redenção espiritual.
Isso demonstra:
• Reconhecimento da autoridade sacerdotal
• Submissão à Torá escrita
• Não substituição do sistema levítico
Yeshayahu 35.5–6 descreve a era messiânica com curas físicas. Sanhedrin 98b associa o Mashiach (Messias) ao sofrimento e à cura.
8.2. Filho do centurião
Um gentio demonstra emunah superior. Isso ecoa Yeshayahu 56.6–7 — estrangeiros que se apegam ao Eterno. Mas isso somente se envidecia coma fé junto com a torah, pois, sem torah a pessoa vive no pecado. Como podemos ver não há anulação da identidade judaica; há inclusão sob a soberania de D-us.
8.3. Tempestade acalmada
Tehillim 107.29 descreve D-us acalmando o mar.
Aqui o sinal aponta para autoridade delegada sobre a criação, não identidade ontológica divina. Pois, Pedro Também andou.
A cura de um paralítico em Cafarnaum
9.1 Perdão do paralítico (9.1–8)
Aqui surge debate teológico. Somente D-us perdoa pecados (Yeshayahu 43.25). Mas existe o anjo que recebe o nome do Eterno Ex 23.20,21. Mas no judaísmo existe conceito de shaliach que age com autoridade delegada. Yeshua afirma autoridade concedida, afirmou varias vezes que o Pai deu autoridade, não de forma ontológica como os cristãos se referem.
9.2. “Quero misericórdia” (9.13)
Citação de Hoshea 6.6. O Talmud (Sukkah 49b) ensina que atos de misericórdia superam certos sacrifícios. Yeshua reforça prioridade ética sem abolir culto.
9.3. Jejum e noivo
Imagem messiânica de noivo. No Midrash Tehillim, Israel é chamado noiva de D-us.
Yeshua utiliza linguagem simbólica, para se referir como noivo, pois, Deus o enviou, como já foi dito.
📖 Capítulo 10 – Shlichut e Missão
Yeshua envia os doze.
10.1. Conceito haláchico de Shaliach
O princípio é claro na literatura rabínica:
“O enviado é como aquele que o enviou.”
Isso não implica divindade, mas representação legal.
10.2. Missão às ovelhas perdidas
Direcionamento inicial somente a Israel (Yechezkel 34). A restauração começa pela casa de Israel.
10.3. Perseguição
Mishná Avot 5.3 ensina que os justos passam por provas. O sofrimento do emissário não invalida a missão. Por isso, que o dia do juízo não é para os justos, nem tão pouco catigos e sentenças, mas em vida o justo sofre.
📖 Capítulos 11–12 – Debate Haláchico e Shabat
11.1. João e a dúvida messiânica
Yeshua responde citando Yeshayahu 35 e 61.
Ele aponta para sinais proféticos como prova.
11.2. Espigas no Shabat (sábado)
O debate é sobre colheita ou necessidade. Pegar com as mãos pode, mas não pode lançar a foice. Yoma 85b: salvar vida supera o Shabat. A fome urgente justifica a ação.
O argumento é interno à halakhá.
11.3. Cura no Shabat (Sábado)
Pergunta: é lícito fazer o bem no Shabat? A tradição farisaica admite atos de misericórdia no Shabat. Não há abolição do Shabat, mas aplicação compassiva. Curas no Shabat são atos da parte de Deus, através do dom de curar, os rabinos sabiamente proibiam as curas por ervas, e espíritos malignos, shamans etc. Não era o caso de Yeshua, ele interpretou pela halakhá que as curas era atos de misericórdia.
📖 Capítulo 13 – Mashalim (parábola) e Crescimento do Reino
Mashal significa parábola, comparação ou provérbio. É um método judaico clássico de ensino que transmite verdades espirituais por meio de imagens concretas. O uso de parábolas é método clássico rabínico.
Midrash Rabbah usa agricultura como metáfora espiritual.
Temas:
Tudo isso Yeshua falou por parábolas
• Semeador – responsabilidade do ouvinte
• Joio e trigo – juízo futuro
• grão de Mostarda – crescimento progressivo, mas que representa Israel.
• Fermento – influência interna
Tesouro escondido - Valor absoluto do Reino
Pérola - significa também ensinamentos preciosos
Rede - julgamento universal
Coisas novas e velhas - Tesouro do escriba: união entre revelação antiga e compreensão renovada.
13.1 Yeshua prega em Nazaré (53-58)
Rejeição local lembra Yirmeyahu 11.21 (profeta rejeitado). A incredulidade limita a manifestação pública. Princípio: proximidade não garante percepção espiritual.
A revelação é gradual.
📖 Capítulos 14–17 – Identidade Messiânica
1. Multiplicação dos pães
Eco de 2 Reis 4 (Eliseu).
Milagre profético dentro da tradição.
2. Confissão de Kefa
Reconhecimento do Mashiach.
Não há formulação trinitária.
3. Transfiguração
Shemot 34 descreve o rosto de Moshe resplandecendo.
Aqui há confirmação profética.
A voz reafirma missão, não ontologia divina.
📖 Capítulo 18 – Justiça Comunitária
Base jurídica: Devarim 19.15
“Por duas ou três testemunhas.”
O processo disciplinar segue modelo judicial judaico.
Ligação com autoridade comunitária de ligar e desligar — linguagem haláchica.
📖 Capítulos 19–23 – Autoridade, Ética e Crítica
1. Casamento
Retorno ao ideal de Bereshit 2.24.
2. Jovem rico
Obediência aos mandamentos como base da vida Eterna.
3. Cadeira de Moshe (23.2)
Reconhecimento explícito da autoridade da Torá ensinada pelos escribas.
A crítica é contra hipocrisia, não contra o sistema.
📖 Capítulos 24–25 – Escatologia Judaica
Baseado em:
• Daniel 7
• Zecharyah 14
Linguagem apocalíptica típica do Segundo Templo.
Não há sistema dispensacionalista, mas continuidade da esperança de Israel.
📖 Capítulos 26–27 – Pessach e Sofrimento
Contexto de Shemot 12.
O pão e o cálice são símbolos da aliança.
Yeshayahu 53 lido em nível drash messiânico.
O sofrimento não contradiz messianidade.
📖 Capítulo 28 – Ressurreição e Missão
Daniel 12.2 fundamenta a esperança da ressurreição.
A missão ecoa Yeshayahu 49.6 — luz às nações.
Não substituição de Israel, mas expansão da vocação.
Agora os capítulos estão estruturados com:
• Halakhá
• Mussar
• Drash
• Referências talmúdicas
• Coerência com judaísmo do Segundo Templo

Rosh Wallace Oliveira
Judeu Nazareno